REFORMA TRABALHISTA NÃO TRAZ OS EMPREGOS PROMETIDOS

O discurso daqueles que defenderam e aprovaram a Reforma Trabalhista foi desmentido pela realidade. Dos cerca de 6 milhões de empregos prometidos pelo governo Temer, após um ano, o saldo foi de apenas 444 mil. Ou seja, 7% do que foi alardeado. Os empregos formais não vieram, mas o País viu a taxa de informalidade bater recorde de 43%.

No final de outubro do ano passado, o então ministro da Fazenda, Henrique Meireles, afirmou que a Reforma Trabalhista viabilizaria 6 milhões de novos empregos no Brasil. Contudo, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o saldo acumulado de novembro de 2017 a outubro de 2018 foi de 444.483 novos postos de trabalho.

Com isso, o brasileiro segue sofrendo com um cenário de crescimento econômico baixo, poucas oportunidades de emprego e forte precarização das condições de trabalho. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego anual passou de 12,8%, em 2017, para 12,6% este ano.

Essa variação é praticamente uma estagnação, mas em patamares altos. Desde 2002, o Brasil experimentou um período de redução gradativa do desemprego, chegando a 4,8% em 2014. Situação que se configurava como “pleno emprego”. A partir de 2015, em apenas três anos, a taxa saltou para os 12,6%.

Mas o cenário é ainda pior. A pesquisa do IBGE considera como empregados tanto aqueles com carteira assinada quanto aqueles em ocupações informais, os chamados “bicos”. Ao desmembrar os números, a constatação é de que a informalidade no Brasil chegou à taxa recorde de 43%. Deste modo, a cada dez brasileiros que estavam trabalhando no terceiro semestre deste ano, quatro estavam sem carteira assinada. Isso representa 39,7 milhões de pessoas.

Com as mudanças na legislação, o trabalhador passou a sofrer mais pressão das empresas para aceitar jornadas intermitentes, fracionamento maior das férias, terceirização, redução do horário para refeição, aumento no período do trabalho temporário e até demissão com a possibilidade de não ter acesso ao seguro-desemprego.

Como agravante, instrumentos de defesa do trabalhador foram seriamente comprometidos. O fim da contribuição sindical obrigatória reduziu drasticamente a atuação de muitos sindicatos, que tiveram de cortar serviços e quadro funcional, ficando mais frágeis no embate nas negociações coletivas.

Mas, sem dúvida, o pior foi o ataque à instituição Justiça. Isso porque a Reforma Trabalhista limitou o acesso do trabalhador à Justiça ao impor o pagamento de encargos periciais, bem como o pagamento das custas em caso de derrota. Poucos trabalhadores que precisam da intervenção do Judiciário possuem recursos para o pagamento dessas despesas. Por isso as ações trabalhistas caíram quase 36,5%.

Portanto, o discurso propagado para justificar a Reforma Trabalhista, um ano depois, demonstra que o objetivo foi iludir o cidadão brasileiro. Isso porque a real intenção dos que lideraram o processo foi reduzir direitos dos trabalhadores em favor das grandes empresas.

Notícia Anterior
Próxima Notícia

NOTÍCIAS RECENTES

Edit Template

Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais

R. Ouro Preto, 1596 - sala 802
Santo Agostinho
Belo Horizonte -MG
CEP: 30170-048

nossos contatos

© 2025 Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais – Todos os direitos reservados.